As Eleições no Irão
A cobertura jornalística, assim como a maioria dos analistas que fui ouvindo ao longo do processo eleitoral no Irão, foram salvo raras excepções, fantasiosas ou naifs.
Na sua maioria a imprensa lançava expectativas de mudanças impensáveis em direcção á democracia, esquecendo-se de coisas tão básicas como explicar quem é esse senhor Moussavi que foi e continua a ser adjectivado de moderado pela imprensa, e explicar que não era o regime que ia a votos, mas apenas a escolha de um dos escolhidos do regime. Ou seja os candidatos não passam de figurantes do regime.
O Irão não é uma democracia. O Irão é uma teocracia, o que significa que as decisões (iniciais e finais) pertencem ao Líder Supremo, Khamenei. É o Líder Supremo quem escolhe os candidatos presidenciais depois de uma verificação apertada e mesmo assim cabe ao Líder Supremo, independentemente do resultado da votação, a escolha do presidente do Irão.
Mas quem é o tão falado Hossein Mousavi ? que a imprensa tanto fala como o moderado que iria trazer um nova era nas relações com o ocidente e até com Israel !!!.
Ao contrário da comunicação social e dos analistas ocidentais, Israel ainda tem bem presente o atentado terrorista em que Mousavi esteve envolvido ao centro cultural judaico de Buenos Aires. Morreram 85 pessoas. Mousavi não é desconhecido dos Iranianos enquanto primeiro-ministro de Kohmeini, foi responsável pela execução maciça de opositores políticos na década de 80 (20 mil? 30 mil?).
E agora? Perguntam! Agora, Nada, nada irá mudar, o regime permanece o mesmo a politica seguida a mesma e assim se vai cumprindo o guião à muito escrito pelo líder supremo Kamenei.
Continuará a opressão das suas minorias e daqueles que se opõem ao regime e claro, à bomba nuclear, para uso cirúrgico contra Israel e para afirmação de potência regional.
José Nestor







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