Marinho Pinto considera que o Caso Freeport foi criado por opositores de José Sócrates e dá o exemplo da rapidez com o caso Madoff foi tratado nos EUA, o que é uma vergonha para Portugal.
“Este julgamento do caso Madoff, nos Estado Unidos, é uma vergonha para Portugal. Temos processos há anos, há anos, há anos – enfatizou – a serem investigados e há hoje nem sequer uma acusação: Onde estão as acusações do processo Furacão? Onde está a acusação deste processo do Freeport? Devia haver”, questiona.
Declarações feitas pelo bastonário da Ordem dos Advogados que participou, nesta terça-feira, no debate do Clube dos Pensadores, em Vila Nova de Gaia, com o mote "Justiça em Portugal e o Estado de Direito".
Segundo Marinho Pinto “há um direito sagrado, que por ironia que possa parecer, que é o direito à condenação. Uma pessoa não pode viver num estado de suspeita permanente. (…) Premeia os culpados e é de uma terrível injustiça para os inocentes”.
Freeport nasceu de um “cozinhado político-jornalístico"
Para o bastonário, o Freeport "nasceu de um cozinhado político-jornalístico" entre políticos e jornalistas opositores de José Sócrates. Marinho Pinto não sabe se o Primeiro-ministro é culpado ou não, mas defende que casos como este contribuem para a degradação na democracia.
Marinho Pinto não poupou críticas ao jornalismo feito em Portugal, muitas vezes um "mau jornalismo", com muita "promiscuidade" e tendência para deturpar acontecimentos e declarações, como acontece, muitas vezes, com o próprio.
Na sua intervenção disse ainda que em Portugal "não existe uma separação plena" dos três poderes. Há magistrados que tentam influenciar a lei para os seus próprios interesses e políticos que influenciam o poder judicial.
O 24.º bastonário dos Advogados referiu que as maiores indignidades que já presenciou se passaram em tribunais portugueses e que existem "no Parlamento português interesses obscuros". Para Marinho Pinto os deputados com formação em Direito deviam ser proibidos de exercer a advocacia.







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